Procurem outro estádio, diz vistoriador ao presidente do Jacobina Esporte Clube
Na manhã deste sábado, 6, o Estádio José Rocha recebeu a visita do Coronel Jorge Inácio Diniz, assessor da Federação Baiana de Futebol e responsável pela vistoria e segurança dos estádio para conferir como andam as obras do campo.
Ao chegarmos no campo já encontramos o presidente do Jacobina Esporte Clube, Rafael Damasceno, de cabeça baixa sentado no alto da arquibancada "O homem foi bem claro 'Procure outro estádio Rafael' foi o que ele me falou" disse Damasceno acrescentando que diversas outras observações foram feitas pelo vistoriador.
A equipe do Rota 324 em conversa com o coronel buscou saber um pouco mais sobre as dificuldades encontradas, e, para ele, algumas reivindicações exigidas na última visita não foram atendidas e a mais grave delas, o gramado, que foi solicitado a troca total e não paliativa "Torço muito para chegar aqui em janeiro e encontrar um verdadeiro tapete, mas pelo que vejo, as barreiras são muitas. O gramado está cheio de ondulações e essa reforma que está sendo feita não será suficiente para deixá-lo em perfeito estado" comentou. Além do gramado, o coronel observou o tamanho dos vestiários que precisariam ser ampliados e a entrada do estádio que está muito pequena.
Em sua fala, coronel Jorge lembrou de alguns jogadores que tiveram suas carreiras interrompidas devido a buracos em campo e essa tem sido a principal preocupação da federação "O gramado é o setor mais sensível da vistoria, vocês podem observar que até um jogador não poderá entrar em campo com a chuteira suja de outro gramado para não trazer fungos de lá, os times só poderão treinar no máximo uma vez por semana e apenas o profissional, mas infelizmente não há essa preocupação, os campos viraram locais de apresentações de shows, os times treinam o dia inteiro e isso acaba com a estrutura" destacou acrescentando que três dias de início de recuperação é espantoso, pois se a visita foi em agosto que então a recuperação já teria que ter começado em setembro.
Para o presidente do JEC o que tem que ser feito agora é unir uma comissão e se dirigir à prefeitura municipal e buscar a sensibilização do gestor no intuito de retirar todo o gramado, nivelar o campo e plantar nova grama "Precisaremos correr contra o tempo, será nossa última chance para ver o nosso Jegue da Chapada jogando em casa" disse Rafael Damasceno.
É inadmissível que nossa cidade tenha nas mãos uma das maiores conquistas dos últimos tempos na categoria futebol de campo e deixemos escapar entre os dedos essa chance de ver nosso estádio lotado e sendo propagado para todo o estado. É incompreensível que numa altura dessas tenhamos que pedir licença a outra cidade para invadirmos com nossos ônibus por termos sido incapazes de estruturar nossa terra para receber os jogos do Baianão. De uma coisa temos certeza, que com essa lameira que está sendo feita, será mais um tiro no próprio pé dado por nosso tão desorganizado gestor.
As operações Tapa Buracos saíram das ruas e invadiram nosso campo, trazendo mais um exemplo de má administração e descaso. Nosso povo vive de pão e circo, e agora se ver buscando seu pão a semana inteira, mas na hora de buscar sua diversão, terá que gastar um pouco mais para se dirigir a outra cidade se quiser acompanhar seu time de perto.
Só nos resta acompanhar de perto o desfecho dessa história para sabermos se esse não será mais um capítulo da triste novela Política jacobinense.
Igor Fagner - Rota 324
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