Restos a pagar sobem R$ 25 bilhões no último ano do governo Dilma
Estadão Conteúdo
Foto: Reprodução
O primeiro
governo da presidente Dilma Rousseff terminou com um saldo de R$ 243,9
bilhões dos chamados “restos a pagar”, despesas iniciadas em um ano que
são efetivamente pagas nos anos seguintes. Foi um crescimento de R$ 25,2
bilhões em relação ao que foi transferido de 2013 para 2014, mostra
levantamento da organização não governamental (ONG) Contas Abertas. O
dado para 2015 ainda é uma estimativa, já que parte desses “restos”
poderá ser cancelada pelo governo. Os números indicam também que, apesar
das promessas de deixar o menor volume possível de despesas para nova
equipe, houve “pedaladas” até o fim do primeiro mandato. O secretário
geral do Contas Abertas, Gil Castello Branco, acredita que isso deve
ter sido objeto de conflito entre os dois times, o novo e o que estava
de saída. De fato, havia nos bastidores informações sobre um jogo de
empurra nos gastos aparentemente, vencido pelo novo ministro da
Fazenda, Joaquim Levy. Isso porque, nos últimos dias de 2014, o governo
trocou a orientação de fechar as contas com um saldo positivo de R$ 10,1
bilhões para, em vez disso, fazer uma “limpa” nas contas e pagar o
maior volume possível de gastos. Isso foi feito, mas, mesmo assim, houve
despesas que ficaram para 2015.
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