Jegue, futebol e política jacobinense: uma odisseia para o atraso
por Américo Júnior
De
que adianta tantos trocadilhos nas redes sociais, provas incontestes da
capacidade que cada um tem de discernir as situações e raciocinar de
maneira correta em relação às mesmas. Nos falta mais coragem para ir a
fundo no nosso problema, resolvê-lo de uma vez por todas, extirpando-o
como a um câncer.
Está
virando "lugar comum" as várias publicações veiculadas nas redes
sociais por jacobinenses revoltados com as gestões últimas e
principalmente com a atual, se formos raciocinar um pouco o passado
recente da política jacobinense, encontraremos o erro da repetição, ou
seja, não tivemos coragem suficiente para afastar estes dois males
mortais que apossaram-se de Jacobina nos últimos anos.
Ou
por acomodação, ou por conveniência mesmo! Deixamo-nos levar e nos
aproveitamos também, porque não? De benesses, como empregos, presentes, e
outras vicissitudes que foram oferecidos pelos líderes políticos ou por
seus asseclas. Insistir no erro da repetição, como disse acima, também
demonstra uma preguiça absurda de tentar o novo, de romper com a
mesmice, trabalhar de forma séria e focada na busca por alguém que possa
assumir a gestão municipal não somente de dentro para fora, mas também
de fora para dentro.
Alguém
que conheça a cidade de forma plural e que entenda (agora serei
repetitivo) que a verba pública deve ser usada em prol da população e
não em proveito próprio. Vejo diversos discursos de defensores ferrenhos
dos dois grupos, hoje os derrotados defendem o gestor anterior,
afirmando que o mesmo sabia administrar a máquina pública, pagava as
contas em dia, toda aquela balela de quem se locupletou por muito tempo
do pobre erário!!
Na
campanha da última eleição para prefeito presenciei discursos
acalorados de cabos eleitorais do atual prefeito, afirmando que o mesmo
"aprendeu a administrar", enquanto isso a chance de tentar mudar o
quadro foi jogado por terra, mesmo tendo uma terceira opção que nunca
fora testado e, também passando por um momento de falência moral das
nossas instituições políticas e públicas, não conseguimos enxergar a tal
luz no fim do túnel.
Buscar
um representante do povo dentro do povo é uma tarefa trabalhosa
realmente, porque requer tempo e resultados a longo prazo, mas é
justamente o contrário que exige a "revoltada" sociedade jacobinense.
Erros mais do que grosseiros são cometidos de todas as formas.
Quando
se possui somente um caminho para tentar mudar uma situação é preciso
que façamos isso com outras estratégias, com outro pensamento. O
imediatismo pode ter levado Jacobina ao descalabro político, a falta de
líderes que entendam esta mudança, e o que é pior, o apoio de pessoas
influentes da sociedade a estes oportunistas políticos, visionários de
um projeto enriquecedor que os apoiam somente em troca de favores
futuros.
Não
me venham aqui com nomes velhacos da nossa política! Com pessoas
calejadas e conhecidas dos portais da prefeitura, com mestres da
picaretagem que mudam de lado somente ao som do tilintar do vil metal.
Sejamos nobres ao ponto de assumir a nossa ignorância política!! De
estarmos revoltados porque o gestor não cumpriu com a sua obrigação de
preparar o estádio para que o Jacobina Esporte Clube realizasse seus
jogos aqui, como se isto fosse salvar o município de tantos anos de
desmandos e de aproveitadores que também estão clamando para que a tal
reforma seja concluída.
Então
jacobinenses!! Sejamos mais coerentes com as nossas necessidades, o que
precisamos é de uma mudança em nossa maneira de enxergar a política
local, parada no tempo dos coronéis, pois a mudança somente virá a
partir do momento que, ao invés de somente torcermos para o jegue,
pararmos de pensar igual a ele!!
Américo Oliveira júnior
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