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segunda-feira, 2 de março de 2015

Jegue, futebol e política jacobinense, por Américo Júnior
Jegue, futebol e política jacobinense: uma odisseia para o atraso 
por Américo Júnior

De que adianta tantos trocadilhos nas redes sociais, provas incontestes da capacidade que cada um tem de discernir as situações e raciocinar de maneira correta em relação às mesmas. Nos falta mais coragem para ir a fundo no nosso problema, resolvê-lo de uma vez por todas, extirpando-o como a um câncer. 

 Está virando "lugar comum" as várias publicações veiculadas nas redes sociais por jacobinenses revoltados com as gestões últimas e principalmente com a atual, se formos raciocinar um pouco o passado recente da política jacobinense, encontraremos o erro da repetição, ou seja, não tivemos coragem suficiente para afastar estes dois males mortais que apossaram-se de Jacobina nos últimos anos. 

Ou por acomodação, ou por conveniência mesmo! Deixamo-nos levar e nos aproveitamos também, porque não? De benesses, como empregos, presentes, e outras vicissitudes que foram oferecidos pelos líderes políticos ou por seus asseclas. Insistir no erro da repetição, como disse acima, também demonstra uma preguiça absurda de tentar o novo, de romper com a mesmice, trabalhar de forma séria e focada na busca por alguém que possa assumir a gestão municipal não somente de dentro para fora, mas também de fora para dentro. 

 Alguém que conheça a cidade de forma plural e que entenda (agora serei repetitivo) que a verba pública deve ser usada em prol da população e não em proveito próprio. Vejo diversos discursos de defensores ferrenhos dos dois grupos, hoje os derrotados defendem o gestor anterior, afirmando que o mesmo sabia administrar a máquina pública, pagava as contas em dia, toda aquela balela de quem se locupletou por muito tempo do pobre erário!!

 Na campanha da última eleição para prefeito presenciei discursos acalorados de cabos eleitorais do atual prefeito, afirmando que o mesmo "aprendeu a administrar", enquanto isso a chance de tentar mudar o quadro foi jogado por terra, mesmo tendo uma terceira opção que nunca fora testado e, também passando por um momento de falência moral das nossas instituições políticas e públicas, não conseguimos enxergar a tal luz no fim do túnel.

Buscar um representante do povo dentro do povo é uma tarefa trabalhosa realmente, porque requer tempo e resultados a longo prazo, mas é justamente o contrário que exige a "revoltada" sociedade jacobinense. Erros mais do que grosseiros são cometidos de todas as formas. 

Quando se possui somente um caminho para tentar mudar uma situação é preciso que façamos isso com outras estratégias, com outro pensamento. O imediatismo pode ter levado Jacobina ao descalabro político, a falta de líderes que entendam esta mudança, e o que é pior, o apoio de pessoas influentes da sociedade a estes oportunistas políticos, visionários de um projeto enriquecedor que os apoiam somente em troca de favores futuros. 

 Não me venham aqui com nomes velhacos da nossa política! Com pessoas calejadas e conhecidas dos portais da prefeitura, com mestres da picaretagem que mudam de lado somente ao som do tilintar do vil metal. Sejamos nobres ao ponto de assumir a nossa ignorância política!! De estarmos revoltados porque o gestor não cumpriu com a sua obrigação de preparar o estádio para que o Jacobina Esporte Clube realizasse seus jogos aqui, como se isto fosse salvar o município de tantos anos de desmandos e de aproveitadores que também estão clamando para que a tal reforma seja concluída.

Então jacobinenses!! Sejamos mais coerentes com as nossas necessidades, o que precisamos é de uma mudança em nossa maneira de enxergar a política local, parada no tempo dos coronéis, pois a mudança somente virá a partir do momento que, ao invés de somente torcermos para o jegue, pararmos de pensar igual a ele!!  

Américo Oliveira júnior

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